Vereadores e ex-secretário são denunciados por articular absolvição de Paulo Bebber

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Muita gente está envolvida na absolvição do vereador Paulo Bebber (PR) que enfrentou um processo de cassação em 2014 por ter supostamente pedido R$ 500 mil em propina para aprovar o Loteamento Riviera.

Hoje o MP denunciou os vereadores João Paulo, Jaime Vasatta – relator e membro da Comissão -, contra o presidente da Câmara Gugu Bueno (PR) e também o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Fabian.

“Foi descoberto que houve um direcionamento na Comissão Processante, a exceção do vereador Rui Capelão, da elaboração de um parecer final inconclusivo”, disse o promotor Sérgio Machado.

A denúncia revela um grande esquema de blindagem e articulação para proteger Paulo Bebber mas também com ramificações na CPI das Pedras.

Segundo o promotor, João Paulo e Vasatta Se reuniram no dia 20 de junho, para elaborar um parecer inconclusivo para possibilitar o voto dos vereadores que não tinha interesse na cassação de Bebber. São duas situações diferentes: o pagamento que João Paulo recebeu em 2013 – período que coincide com a época da CPI das Pedras – e em um segundo momento, foi interceptado e houve a constatação do direcionamento.

O caso é complexo e é embasado em fotos, vídeos e interceptações telefônicas e depoimentos do MP.

O promotor Sérgio Machado disse em entrevista que também houve caso de chantagem ao vereador João Paulo (PSD). Com essa gravação ele foi intimidado a não ter um posicionamento pesado demais contra Bebber.

Neste caso, há uma foto de João Paulo recebendo dinheiro. Essa foto seria uma parte de um vídeo que não chegou ao MP, como disse o promotor. O valor seria de R$ 3 mil. Segundo o promotor, há evidências de pagamento de propina para beneficiar o Executivo.

foto jp

 

“O depoimento de uma pessoa que viu o vídeo relata que ele reclama do valor recebido. Que é pouco diante da indisposição que ele enfrenta com os membros do partido dele”.

O vereador foi chantageado com esse vídeo que mostra o pagamento. Machado diz que não teve acesso ao vídeo, mas a uma foto que está anexa ao processo.

“Chegou anonimamente um pen drive do vereador recebendo dinheiro que seria retirada do vídeo. O Gaeco realizou uma interceptação telefônica em 2014, no período do afunilamento do processo de cassação contra o vereador Paulo Bebber na Câmara. Temos ligações telefônicas que confirmam informações ditas por secretário minutos antes da gravação ocorrer”.

O promotor diz ainda que Gugu Bueno também participou ativamente dessa articulação e há imagens dele andando nos corredores no dia 20, mesmo dia da reunião para definir o relatório inconclusivo.

foto gugu

Neste dia houve uma interceptação de uma ligação entre João Paulo e Gugu Bueno. João Paulo sugere que a reunião não seja na Câmara porque havia jornalistas na Casa e também o vereador Rui Capelão, presidente da Comissão Processante.

 

conversa gugu 1

conversa gugu 2

No processo, o MP pede a condenação de Gugu Bueno, Jaime Vasatta e João Paulo por improbidade administrativa.

Contra João Paulo também há o pedido de condenação por enriquecimento pelo suposto recebimento de propina.

Luciano Fabian também é acusado de enriquecimento ilícito.

A punição por enriquecimento ilícito é mais severa. Pode ser desde a cassação do mandato, perda dos direitos políticos, avaliação do tempo, ressarcimento, multa civil.

Ouça a íntegra da entrevista concedida pelo promotor Sérgio Machado.

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