Redação de cascavelense é uma das 77 com nota máxima no Enem

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Enem

É de Cascavel umas 77 das redações de todo o Brasil que atingiu os mil pontos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), de 2016. A pontuação é a mais alta do exame.

Foram 6,1 milhões de candidatos e Gabriela Antunes, de 17 anos, faz parte do seleto grupo “Nota 1000” por ter destrinchado com maestria o tema Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.

A divulgação do resultado já faz alguns dias, mas, de lá para cá, não se teve notícia de que,  no Paraná, outro estudante tenha conseguido a nota máxima.

“Quando eu vi, primeiro eu paralisei. Depois eu gritei muito, chamei minha mãe, liguei para o meu pai. Foi uma surpresa bem grande”, recorda Gabriela, no dia 19 de janeiro quando saiu o resultado.

Orientada pela professora Rosa Sinhorin, do ILP (Instituto de Língua Portuguesa), Gabriela tinha uma rotina puxada de estudos, chegou a produzir cinco redações por semana. A estudante conseguiu aplicar tudo que aprendeu nas aulas – tanto do ensino regular quanto do ILP.

“Ela consegui trabalhar perfeitamente tudo que falamos em sala de aula. Eu sempre acreditei no potencial dela para ter uma nota relevante. Foi uma emoção totalmente diferente,pois não é para qualquer um receber a nota 1000.”Quem é professor sabe do que estou falando.

A futura advogada foi fazer a prova despretensiosa de tamanho resultado.

“Eu queria obter uma nota boa, o suficiente para conseguir uma vaga na faculdade. Nunca almejei ser nota 1000”.

As dificuldades, ao longo da caminhada, apareceram, e não foram poucas. O empenho e a cobrança da professora Rosa fizeram a diferença.

“Muitas vezes, eu dava uma nota na redação inferior do que realmente valia para incentivá-la a querer atingir mais”.

 

O ‘segredo’ para uma redação Nota 1000.

A nota máxima que Gabriela Antunes obteve no Enem não foi sorte. Foi trabalho, disciplina e dedicação.

Além de praticar a escrita, com média de cinco redações semanais, a jovem lia tudo o que podia, buscava referências teóricas e de conhecimento de mundo sobre os diversos temas possíveis e cuidava da gramática. Inclusive, este era seu ponto fraco.

“Eu tinha muita dificuldade em acentuação, crase, vírgula. Era falta de atenção mas com o trabalho da professora que corrigia meus textos, mas,  quando eu fui fazer a prova, esses erros se tornaram mínimos”.

A dica de Gabriela para quem deseja sucesso na redação do Enem.

“Eu sugiro que façam pelo menos duas ou três redações por semana, muita leitura. Eu lia desde anúncios a reportagens. Ficar ligado em questões de geopolítica e atualidades”.

A professora Rosa acrescenta ainda que é ideal buscar cumprir os quesitos da redação que são cobrados no Exame e atenção ao tema.

“Os temas da redação do Enem nem sempre são temas presentes. Claro que a intolerância religiosa ainda existe, mas o ápice dos debates foi após o atentado ao jornal francês [Charlie Hebdo]. Também é muito importante ficar atento ao que pede a banca examinadora”.

 

A redação

O estudante que ficou até o final da prova podia levar o caderno de provas e rascunho para casa. Foi o que Gabriela Antunes fez. E o blog mostra para você a redação nota 1000 da jovem estudante.

 

O célebre idealizador Mahatma Ganhdi afirmou que as religiões são caminhos diferentes, convergindo sempre para o mesmo ponto. Partindo desse pressuposto, tem-se na contemporaneidade, um grande número de segmentos religiosos que estão à mercê de preconceitos e de oposições sociais apenas por professarem dogmas distintos. Nesse âmbito, é fato que tal ópio gregário pormenoriza nefastos entraves sociais e carece de combates como o cumprimento da Constituição e o respeito ao próximo.

Em primeiro momento, segundo a analogia do filósofo Aristóteles, o ser humano é um animal racional, capaz de distinguir suas ações – sendo em pequenos ou grandes atos. Acerca disso, é notório que pelo fato de o Brasil ser uma nação que abriga inúmeras culturas africanas – devido à colonização portuguesa e o tráfico de escravos – vários segmentos religiosos desse âmbito existirão no país. Assim, percebe-se um grande preconceito contra religiões afro-descendentes -como adeptos do candomblé -, que são constantemente vitimados com atos de violência e de repressão, por serem politicamente menores e cultuarem deuses não convencionais. Desse modo, é irrefutável que aceitar a analogia nefasta de tal segmento é como adquirir para o corpo social, conscientemente, a cegueira branca apresentada por José de Saramago.

Não somente isso, sabe-se que a Constituição Federal, em seu artigo 5º, garante o direito de liberdade religiosa a todos os cidadãos. Consoante essa cláusula, é inegável que grupos comutadores de atitudes ofensivas – a exemplo de xingamentos e tratamentos diferenciados -, desrespeitam os Direitos Humanos. Prova disso foi uma pesquisa realizada pela secretaria de Direitos Humanos, que apontou existir uma denúncia para cada três dias do ano, envolvendo ações religiosas. Tal dado alarmante comprova a perspectiva nefasta da intolerância religiosa no país. Assim, é necessário analisar as perspectivas não constitucionais desse segmento no Brasil.

Diante do exposto, ressalta-se que a intolerância religiosa pormenoriza inúmeros atos de violência no país, contrariando a Constituição Federal vigente e necessitando de combates imediatos. Em razão disso, para combater tal problemática social, cabe aos órgãos estatais a maior fiscalização das leis já existentes em igrejas e espaços religiosos, bem como, atenuar qualquer crime relacionado à intolerância como inafiançável. Ademais, concerne à mídia a criação de propagandas televisionárias informando a população dos seus direitos constitucionais, como também, dos seus deveres perante a isonomia religiosa. E a sociedade – destaque para escola e família – compete à educação das crianças desde sua mínima idade. Pois, só assim será possível concretizar a analogia de Carlos Drumond de Andrade: “As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão.”

 

O ILP

O Instituto da Língua Portuguesa é uma escola especializada, voltada à preparação dos alunos para o Enem, vestibulares e concursos públicos.

O ILP já tem cinco anos de atendimento e é coordenado pela professora Rosa Sinhorin, que tem 20 anos de experiência na docência.

As aulas no Instituto são individuais ou em grupos pequenos com, em média, seis alunos.

Um diferencial para quem busca se aprimorar e atingir bons resultados, como o da Gabriela. Embora seja o primeiro caso do ILP com a nota máxima na redação do Enem, a escolha tem colhido ótimos resultados com alunos garantindo a aprovação com pontuação sempre próxima ou superior aos 950.

O ILP fica na Rua Pernambuco, 996. Telefone (45) 3096-5737.

 

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