Ouça: Câmara aprova moção de apoio à “deputada do camburão”

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A Câmara de Vereadores de Cascavel coroou a sessão das amenidades, da última terça-feira (24) aprovando uma moção de apoio à deputada estadual Cláudia Pereira (PSC), a “deputada do camburão”, como foi lembrado pelo vereador Professor Paulino (PT), relembrando o episódio em que os deputados entraram na Assembleia Legislativa em um caminhão do Pelotão de Choque para fugir dos manifestantes.

“Ainda sentimos as bombas de gás nos olhos e ouvimos os estouros da bombas. Não posso deforma alguma apoiar uma atitude que venha enaltecer essa senhora. Eu seria aquele sujeito que apanha e diz: Que bom, eu apanhei de você. Essa é do grupo de camburão e nenhum deles merecem nosso apoio”, afirmou o petista.

A moção foi proposta pelos vereadores Romulo Quintino (PSL), Gugu Bueno (PR), Jaime Luiz Vasatta (PTN),  Claudio Gaiteiro (PSL), Luiz Frare (PDT), Pedro Martendal (PSDB) e Nei Haveroth (PSL) e aprovada por 17 votos a quatro.

O debate foi intenso com direito a críticas à emenda proposta pela deputada. Para alguns vereadores, o que ela propôs foi um emaranhado de bobagens e foi até chamada “mentirosa”.

“O que essa deputada de maneira equivocada e desinformada fez foi estraçalhar o Plano de Educação. Vou ler algumas bobagens que ela escreve. “A igualdade de gênero defende a ideia de que não existe apenas homem ou mulher e sim outros gêneros e que as crianças nascem assexuadas e devem optar por um dos gêneros. Ela também diz que se aprovada, haverá distribuição pedagógico sobre o tema. Se ela escreveu, é mentirosa. Nunca se discutiu isso”, disse Paulo Porto (PCdoB).

A ideia dos autores era manifestar apoio à emenda da deputada que propôs a retirada da expressão gênero no Plano Estadual de Ensino, seguindo a mesma linha dos debates que ocorreram em Cascavel.

Quando o requerimento é colocado em discussão, é possível ouvir que um dos vereadores pede para que a aprovação ocorra sem debates:

“Sem discussão, sem discussão”, disse um dos vereadores, o qual não se pode identificar com certeza.

Mas não foi isso que ocorreu.

O autor da proposta, Romulo Quintino, ironizou e disse que fica feliz que os vereadores petistas e o vereador do PCdoB se posicione contra suas propostas.

“Eu ficaria preocupado se eles votassem à favor”.

Líder do PSC na Casa, Jorge Menegatti saiu em defesa de sua correligionária. Para ele, a discussão sobre a moção foi uma viagem.

“Não podemos colocar a mulher na lama por causa de uma votação. Se for para falar de quem não está aqui, vamos falar da Dilma, do Petrolão. Posso não concordar com todos os posicionamentos dela mas tenho que defender enquanto partidário”, rebateu o vereador.

Votaram à favor da moção: Aldonir Cabral (PDT), Luiz Frare (PDT), Celso Dalmolin (PR), Vanderlei do Conselho (PSC), Pedro Martendal (PSDB), Fernando Winter (PTN), Jaime Vasatta (PTN), Walmir Severgnini (Pros), Rui Capelão (PPS), Jorge Menegatti (PSC), Ganso Sem Limite (PSD), João Paulo (PSD), Romulo Quintino (PSL), Cláudio Gaiteiro (PSL), Luiz Amélio Burgarelli (PDT), Nei Haveroth (PSL) e Robertinho Magalhães (PMN).

Os votos contrários foram dos vereadores Jorge Bocasanta (PT), Professor Paulino (PT) e Paulo Porto (PCdoB).

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