Mulheres de Cascavel presenciaram tiros e ato de intolerância na Marcha, em Brasília

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Os atos de violência e de intolerância registrados durante a Marcha das Mulheres Negras em Brasília, na quarta-feira (18), foi presenciado por pelo menos duas mulheres da delegação que saiu de Cascavel.

A advogada Aline Rangel e a professora Ariadne de Assis estavam juntas quando o policial atirou para cima, perto do acampamento do MBL (Movimento Brasil Livre) que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Aline conta que antes do tiro, foram arremessadas bombas e rojões contra as mulheres da Marcha.

“Estávamos andando pelo gramado quando um grupo de manifestantes pró-impeachment começaram uma discussão com algumas mulheres da marcha, antes disso já tinham sido arremessadas bombas e rojões na nossa direção. De repente um cara começou a atirar para cima, foram vários disparos, foi muito assustador. A marcha era pacífica, mas muitas mulheres foram agredidas fisicamente e verbalmente. Lamentável as atitudes antidemocráticas e preconceituosas que vivenciamos em Brasília de um grupo que defende a volta da ditadura militar e que não respeitam a Constituição e a democracia”.

Ariadne conta os minutos de desespero e a demora para a chegada da polícia.

“Quando as mulheres da Marcha se aproximaram dos caixões que ali estavam homens deste acampamento tomaram a frente separando mas impondo-se com a favor deles [MBL]. Desta forma pessoas de ambos os movimentos começam a se agredir mas logo vimos bombas e no meio da maior aglomeração sobre o gramado avistamos um homem com uma pistola em punho atirando para o alto e para o chão. Aclamavam no carro de som para haver segurança para as mulheres que se encontravam em desespero. Ao meu ver o policiamento demorou pois fiquei paralisada por um bom tempo e ninguém aparecia para conter a situação”.

Desocupação e ameaça de “carnificina”

Após a confusão durante a Marcha, o presidente do Senado, Renan Calheiros; o governador do DF, Rodrigo Rollemberg  e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, decidiram que os dois grupos acampados em frente ao Congresso – um do MBL e o “Acampamento Patriota” que pede a intervenção militar – devem sair em 48 horas.

Segundo o site Congresso em Foco, um dos líderes do Acampamento Patriota, Felipe Porto disse que o grupo não sairia de forma pacífica.

 “Vamos resistir. Estamos armados e, se houver isso [determinação de retirada], vai haver uma carnificina aqui”, disse Felipe ao Congresso em Foco.

O prazo para retirada vence neste fim de semana.

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