Forças políticas e empresariais definem posições contrárias ao pedágio

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Assessoria

O povo do Paraná não suporta mais ser explorado e não confia em promessas das concessionárias do pedágio que nos últimos 17 anos têm sangrado a economia do Estado. Essa posição ficou clara na reunião que aconteceu na manhã de hoje (10) no plenarinho da Câmara de Cascavel, convocada pela Casa de Leis e pela Acamop – entidade que congrega 511 vereadores de 52 municípios da região Oeste.

O encontro fortaleceu uma posição conjunta das classes política e empresarial contra a renovação antecipada dos atuais contratos do pedágio, que vencem em 2021.

“O Paraná tem de erguer a sua voz contra a jogada que está sendo orquestrada em prol da renovação, pois somos contra a renovação e não confiamos nessas empresas”, entende o presidente da Câmara, vereador Gugu Bueno.

“Vamos mobilizar nossos líderes e dar uma dimensão estadual a este nosso protesto”, acrescenta o presidente da Acamop, Romulo Quintino. “Não é momento de se falar em vírgula, mas sim de ponto final”, entende o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, ao explicar que de cada 100 sacas de milho que saem do Oeste em caminhões rumo ao Porto de Paranaguá, dez delas ficam no pagamento das tarifas do pedágio.
“Temos de partir para o embate, não podemos nos calar diante dessa trama que está sendo urdida contra os interesses do Paraná”, assevera o presidente da subseção da OAB, Juliano Murbach. “Basta de enrolação, de negociar com empresas que vêm nos enrolando há 17 anos”, destacou Wagner Pinto, do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (Sintropar).

Após a reunião, Gugu Bueno disse que esse é um dia histórico, definindo uma estratégia de união para impedir a nefasta prorrogação dos contratos.

“O Paraná entra firme na luta para impedir a renovação”, disse ele ao anunciar um novo encontro para as 8 horas da próxima terça-feira (15), quando se pretende definir novas etapas da luta.

“É melhor esperarmos mais cinco anos e fazer uma nova licitação, que contemple os interesses do Paraná”, entende.
Além da Câmara de Vereadores e da Acamop participaram da reunião de hoje a Acic, OAB, Sindilojas, Sinduscon, CDL, Amic, Sociedade Rural, Sindicato Rural, Coopavel, Sindicato dos Transportadores de Cargas, Caciopar e Oeste em Desenvolvimento.

Duplicação de Cascavel até Campo Mourão

Além da polêmica renovação antecipada dos contratos, outro tema que une a região é lutar contra o anunciado cancelamento das obras de duplicação da BR 369, entre Cascavel a Campo Mourão, que deveriam ter início em 2016 e estaria sendo preterida em favor do trecho Nova Esperança – Paranavaí.
Esta mudança será pauta de uma reunião amanhã (11) na Associação Comercial, com a presença do Secretário Chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra. “Há um discurso frágil em torno deste assunto, precisamos das forças políticas e empresariais unidas contra a submissão e a imposição de decisões contrárias aos interesses da região Oeste”, afirma o presidente do Sinduscon Oeste, Edson José de Vasconcelos, também diretor da Federação das Indústrias do Paraná – Fiep.

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