Ministro ignora apelo popular e vai levar adiante reforma do EM

PUBLICIDADE

O apelo do movimento estudantil, de famílias e até da CNBB contra a reforma do Ensino Médio segue sendo ignorada pelo governo Temer.

Hoje (28), o ministro da Educação, Mendonça Filho, deu mais uma prova disso na audiência pública que aconteceu no Congresso Nacional. Segundo a Agência Brasil, o ministro afirmou que aceita “democraticamente” as críticas, mas ceder ou ouvir a elas está fora dos planos pois a reforma “interessa aos jovens do Brasil”.

A comissão mista do Congresso Nacional que analisa a medida provisória que estabelece a reforma do ensino médio (MP 746/2016) deve entregar um relatório amanhã (29). Em Cascavel, o assunto será debatido na quarta-feira (30), na Câmara de Vereadores.

Mendonça Filho chama o encaminhamento da MP como um ato de coragem.

“Esse é um debate histórico: muita gente falava, muita gente propunha, muita gente defendia depois da divulgação dos Idebs [ Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] fracassados do ensino médio, mas depois se esquecia. Quando vem alguém com coragem e com postura política para colocar a coisa para funcionar, aí vêm as críticas”, afirmou o ministro.

Um dos principais pontos levantados no debate na audiência pública foi a questão do financiamento. Endividados, os estados querem mais recursos para tirar a reforma do papel.

Conforme a Agência Brasil, Pela MP, o governo federal transferirá recursos adicionais aos estados para ampliação da jornada escolar para sete horas por dia – uma das mudanças previstas na reforma.

Reforma do Ensino Médio

Entre as principais alterações que constam na MP estão a ampliação da jornada escolar das atuais quatro horas obrigatórias por dia para sete horas, progressivamente. Quanto à estrutura curricular, a MP estabelece que parte do ensino médio seja voltada para os conteúdos que serão definidos na Base Nacional Comum Curricular, atualmente em discussão no MEC, e parte para itinerários formativos, que serão escolhidos pelos estudantes.

A MP define cinco itinerários: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas e formação técnica e profissional. Com a flexibilização, apenas português e matemática serão obrigatórios nos três anos do ensino médio. A MP sofre resistência no país por parte de professores, educadores e estudantes, que promovem atos, greves e ocupações em diversos estados. O governo defende a alteração por MP devido à urgência do tema.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *